A falta de água, a ruptura de medicamentos e a inexistência de um sistema de esgoto contribuem negativamente para o pleno funcionamento de dezoito unidades sanitárias em Moatize, na província central de Tete.

Estes problemas afectam o acesso aos serviços de saúde e colocam, por outro lado, em risco a vida dos doentes que se fazem a unidades sanitárias naquele canto do país.

As constatações constam de um relatório, levado a cabo pelo Observatório Cidadão para Saúde (OCS), no contexto da visita de monitoria do funcionamento das unidades sanitárias daquela província, que teve a  duração de três dias.

Duas unidades sanitárias, entre as dezoito visitadas, não possuem maternidade.

Trata-se do Centro de Saúde dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e o Centro de Saúde de Chitata.

“Assistimos ainda a falta de recursos humanos, a roptura de estoque de medicamentos, a falta de combustível para abastecer as duas ambulâncias existentes no distrito”, lê-se no relatório  realizado.

Constatou-se , por outro lado, que as casas de banho destinadas aos utentes estavam inacessíveis, por conta do encerramento das portas e “o responsável que tinha as chaves não se encontrava nas instalações da US”, disse Clélia Pondja Liquela, Coordenadora do Centro de Pesquisa em Saúde, no OCS.

De acordo com a coordenadora, “a única casa de banho disponível destinava-se aos técnicos do laboratório e mesma não possuía água corrente.”

Por um lado, a inexistente construção e manutenção de infraestruturas periga o bom funcionamento do sector da saúde para todos os utentes. Por outro lado, a inexistência de infraestruturas para atender pessoas com deficiência torna os serviços mais inacessíveis, contando-se que a condição dos balneários sanitários, salas de parto ainda (não muito bem apetrechadas) constituem outro problema crónico que se faz sentir no sector, mas muito em particular na província de Sofala, região igualmente escalada pelo OCS.

Ainda em Sofala, no âmbito da mesma actvidade, constatou-se a ausência de recursos financeiros, assim como verificou-se que as unidades sanitárias carecem de autonomia para exercer plenamente as suas actividade. Desta feita, a inexistência de autonomia limita a resolução de diferentes problemas, seja logísticos ou de assistência aos utentes.

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